Poesias
03.11.21
Como Brasa
Por Sabrina Lobo  

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De longe tudo é
Elocubração
Imaginação
Devaneio
É será que ela já esqueceu de mim?
É piscina
É ladrilho de piscina
Escalada
Prédio
Elevação deselevada
É quase
O nada
Mas aí…
De uma volta a outra
Vai na horizontal, vertical
Olha de cima pra baixo
Devaneio
Vertigem
Mareio
Estoy mareada.
De perto tudo é
Necrotério
Genocídio
É fósforo preto e
Vermelho
É força indígena
É vida
É morte
É vermelho
Como
Comemos
Eu como
Brasa.
De perto tudo é
Não-bíblias e
Grandes sertões.
Sabrina Lobo  

Estudante de Letras (UNESP de Araraquara) e mediadora da 3ª edição de Frestas – Trienal de Artes.

Notas

Obra: «Vermelho como brasa», 2021
Artista: Antonio Társis

Foto: Adriano Sobral

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