2ª Palestra Pública com Coletivo Ayllu
11.03.21, jueves
15:00

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Desde a primeira colonização hispano-portuguesa no século XV, os colonos associavam os índios com o selvagem, como canibais, além de sodomitas e idólatras. Em uma das pinturas “enconchadas” mexicanas do século XVIII – que está conservada no Museu da América em Madri – está indicado: «os índios comem carne de espanhóis e sentem nojo».

O ato canibalista associado à rejeição da carne espanhola fala da resistência biopolítica dos indígenas à invasão: não os queremos em nossos territórios nem os queremos em nossos corpos. Recuperar esta pequena citação colonial permite, por um lado, reconhecer a longa memória da resistência anticolonial em Abya Yala, assim como imaginar futuros de alimentação e vida fora da supremacia branca e seu projeto humanista.

Na segunda palestra pública “Índios comem carne de espanhóis e sentem nojo”, que encerra o Programa Orientado a Práticas Subalternas (POPS), o Coletivo Ayllu propõe reinventar as noções de canibalismo em chave descolonial e assumir o nojo e a raiva como locais de resistência.